Como sair do elo hell (e por que ele não é o que você pensa)
Atualizado:
O elo hell do jeito que contam — «eu sou bom mas meus companheiros me afundam» — não sobrevive a uma conta simples: em 100 partidas você pega 400 companheiros aleatórios e 500 adversários aleatórios, e o acaso se compensa. A única constante nas suas partidas é você. Isso não quer dizer que a culpa é sua: quer dizer que a única alavanca que você tem é a sua, e esta página diz quais são.
A conta que encerra a discussão
Em cada partida você pega quatro companheiros aleatórios e cinco adversários aleatórios. Em uma partida só, o acaso decide quase tudo; em cem, os companheiros ruins que caem para você são estatisticamente os mesmos que caem para o adversário. O que sobra no longo prazo é o que você traz.
Isso não é bronca, é boa notícia. Se fossem mesmo os companheiros, não haveria o que fazer. Como não são, tem o que fazer.
As três coisas que mais mexem na taxa de vitória
**Jogar poucos campeões.** Quem joga vinte conhece vinte confrontos pela metade; quem joga três conhece os três inteiros, e nesses três sabe o que fazer no minuto oito sem pensar. O ganho é imediato e não exige talento.
**Parar quando está perdendo.** Duas derrotas seguidas mudam como você joga a terceira — mais risco, menos paciência. A regra «duas perdidas, encerrou» vale mais que qualquer dica técnica, e quase ninguém aplica.
**Olhar as próprias mortes.** Não as partidas inteiras: as mortes. Reveja os dez segundos antes de cada uma e se pergunte «onde eu achava que estava o jungler deles». A maior parte das derrotas em elo baixo e médio nasce ali, não numa luta de equipe.
Duas coisas que parecem solução e não são
**Trocar de rota para subir mais rápido.** Muda o problema de lugar: você recomeça a aprender confrontos do zero, com a frustração extra de ter voltado atrás.
**Jogar mais.** Volume sem mudança multiplica o que você já faz, erros inclusos. Vinte partidas jogadas mal ensinam menos do que cinco partidas revisadas.
E onde a gente entra, sendo honesto
Um boost move o elo, não o nível de jogo. Se o problema é que você está travado abaixo do elo que realmente teria — acontece, principalmente depois de uma temporada ruim ou numa conta nova — o boost te coloca onde você está, e dali você segue.
Se o problema é que você não sabe o que está errando, o boost não resolve e você volta para onde está hoje. O que resolve é uma hora de coaching com alguém que assiste às suas partidas e te explica, inteiro, por que aquelas mortes aconteceram. Custa menos que um boost e dura mais.
Veja o coaching 1-on-1
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